(Opinião - J.E.)
Em 2009, o sector turístico algarvio registou uma queda a pique. Tendo em conta a crise económica e financeira que se abateu sobre o mundo, grande surpresa seria se isso não tivesse acontecido. Mas, como, pelos vistos, o Governo continua a viver numa realidade virtual, o secretário de Estado do sector veio logo zangar-se com o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) por o homem ter-se limitado a constatar o óbvio.
Este Governo é fantástico a esconder a cabeça na areia. Durante muito tempo, andou a enganar quase o mundo inteiro com a questão da pseudo-redução histórica do défice. Quem levasse a sério os rapazes de Sócrates, ainda era capaz de pensar que, mais um bocadinho, e até ficávamos sem défice, se calhar, tínhamos de começar a importá-lo de Espanha. Ao mesmo tempo, e quando no mundo empresarial já toda a gente sentia a crise na pele, deitavam-se foguetes sobre a evolução da economia nacional. Modestos, os nossos governantes, em determinada altura, lá admitiram que até estávamos a atravessar alguns problemas, mas logo decretaram o fim da crise, exactamente no momento em que ela explodia. Ainda bem que temos gente inteligente e cheia de cursos superiores no Governo.
Agora, na altura em que essa deveria ser a nossa menor preocupação, lá regressou em força a sagrada questão da redução do défice. Nesta fase, a grande pressão vem lá de fora, da Comissão Europeia e das sinistras agências de rating, que têm fortes interesses económicos e financeiros escondidos. Cá para mim, toda esta conversa tem como objectivo fundamental fazer com que o Governo venda o resto das participações que tem na Galp, EDP, REN, no sector financeiro e privatize as águas, se calhar, também os transportes, e o mais que ainda houver. E que o faça o mais rapidamente possível, quando o mundo está em crise e, portanto, essas participações valem muito menos do que valerão depois da tempestade passar. Com isso, haverá grandes empresas a fazer grandes negócios à conta dos contribuintes portugueses que, ao longo de tantos anos, financiaram a construção e manutenção de muitas dessas empresas. Enfim, nada de novo, é um filme que estamos habituados a ver. Em sessões contínuas.
Este Governo é fantástico a esconder a cabeça na areia. Durante muito tempo, andou a enganar quase o mundo inteiro com a questão da pseudo-redução histórica do défice. Quem levasse a sério os rapazes de Sócrates, ainda era capaz de pensar que, mais um bocadinho, e até ficávamos sem défice, se calhar, tínhamos de começar a importá-lo de Espanha. Ao mesmo tempo, e quando no mundo empresarial já toda a gente sentia a crise na pele, deitavam-se foguetes sobre a evolução da economia nacional. Modestos, os nossos governantes, em determinada altura, lá admitiram que até estávamos a atravessar alguns problemas, mas logo decretaram o fim da crise, exactamente no momento em que ela explodia. Ainda bem que temos gente inteligente e cheia de cursos superiores no Governo.
Agora, na altura em que essa deveria ser a nossa menor preocupação, lá regressou em força a sagrada questão da redução do défice. Nesta fase, a grande pressão vem lá de fora, da Comissão Europeia e das sinistras agências de rating, que têm fortes interesses económicos e financeiros escondidos. Cá para mim, toda esta conversa tem como objectivo fundamental fazer com que o Governo venda o resto das participações que tem na Galp, EDP, REN, no sector financeiro e privatize as águas, se calhar, também os transportes, e o mais que ainda houver. E que o faça o mais rapidamente possível, quando o mundo está em crise e, portanto, essas participações valem muito menos do que valerão depois da tempestade passar. Com isso, haverá grandes empresas a fazer grandes negócios à conta dos contribuintes portugueses que, ao longo de tantos anos, financiaram a construção e manutenção de muitas dessas empresas. Enfim, nada de novo, é um filme que estamos habituados a ver. Em sessões contínuas.
1 comentários:
Agora com o PEC o défice vai diminuir e tudo vai ficar bem, e antes das próximas eleições eles vão dizer que o pais está melhor e o povo vai querer votar neles outra vez, mas não o vai conseguir fazer porque não terá carro,nem dinheiro para o passe do autocarro,e estará com tanta fome que nem forças terá para se deslocar a pé para as mesas de voto. Os unicos a votar, serão os politicos, e estes vão de novo ganhar e a crise continuará até um dia em que o povo morra á fome ou fuja para o estrangeiro. E aí, os politicos entregam o nosso país a bruxelas pelo valôr da divida, com contrapartidas milionárias para eles, e portugal ficará tranformado num recanto de férias vitalicio para toda a classe politica.
Ass.
Salazar
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