JORNAL DE PORTIMÃO

Sábado, Fevereiro 13, 2010

Belos políticos que temos

(Opinião - J.E.)
No Algarve, os graves problemas económicos e sociais que vivemos resultam de vários factores. Desde logo, da crise internacional. Depois, da nossa excessiva dependência do turismo de sol e praia. Em terceiro lugar, da desgraçada atitude passiva dos algarvios. E, colocando a cereja no topo do bolo, dos belos políticos que, salvo raríssimas excepções, temos na região. São tão bons que nem os seus chefes de Lisboa os levam a sério nem lhes dão qualquer papel de relevo.
Nesta altura, passo boa parte do meu tempo no Ribatejo e um dos artigos que tenciono fazer proximamente é sobre os políticos do distrito de Santarém que se encontram em cargos importantes, a nível nacional. Para começar, há um ministro: Jorge Lacão. Como secretários de Estado, a região conta com Rui Barreiro, Idália Moniz, Conde Rodrigues e João Correia. No PSD, sem cargo de relevo, mas com conhecida influência, quer no seu partido, quer na comunicação social, há Pacheco Pereira e, se Passos Coelho ganhar a liderança do PSD, o seu homem-forte, Miguel Relvas, também é do distrito. Isto para já não falar do presidente da Câmara de Santarém, Moita Flores, que tem dimensão nacional. No Bloco de Esquerda, o deputado eleito pelo distrito, José Gusmão, é quem normalmente responde pelo partido na vertente económica e o deputado do PCP, António Filipe, é um dos elementos do seu grupo parlamentar que mais aparece na comunicação social.
Agora, compare-se este panorama com o algarvio. Não temos um único secretário de Estado, quanto mais um ministro, e os deputados eleitos pela região não riscam praticamente nada nos seus grupos parlamentares nem na comunicação social. Portanto, mesmo que tenham boa vontade e interesse em defender a região, acabam por não ter nem poder, nem influência para conseguir fazê-lo.

1 comentários:

Anónimo disse...

Sobre os nossos politicos, gostaria de deixar a minha opiniao acerca do PEC, uma forma encontrada para segundo eles, sairmos da crise. Há quatro anos atrás comentei a quem de direito, que os aumentos de impostos e novos impostos criados iriam fomentar a falencia e o desemprego levando a que as contas do governo saissem furadas. Agora, depois de comprovada a minha teoria, vejo que os governantes voltam a cometer o mesmo erro. Se já estamos com a maioria das empresas falidas, com este PEC vai o resto e agora não chegará aos quatro anos, isto vai rebentar daqui a ano e meio. E depois de rebentar com todo o dinheiro do povo e das ultimas empresas, como é que se vai poder incentivar á criação de novas empresas, á produção nacional, o emprego etc...? Aí as coisas vão ficar muito feias...e acho que nem um novo 25 abril poderá resolver esta crise nacional.