(Opinião - J.E.)
Acho que a actual crise deveria levar os políticos algarvios a repensar o modelo de desenvolvimento da região. Ao longo de todos estes anos meteram-se quase todos os ovos no mesmo cesto. O Algarve tornou-se sinónimo de turismo, turismo e mais turismo. Toda a região e as poucas outras actividades económicas que ainda restam (comércio, restauração) giram à volta do turismo. Chega a crise, os turistas deixam de aparecer, os hotéis fecham ou despedem pessoal e os centros de emprego ficam a abarrotar de clientela.
É claro que os problemas económicos são gerais, mas há outras regiões que não dependem a 90% apenas de uma actividade económica. Por outro lado, como, nessas zonas, as pessoas não foram todas atraídas para as cidades em busca do eldorado do turismo, muitas famílias continuam a manter uns pequenos nacos de terra onde cultivam legumes e criam animais, para consumo próprio, o que leva a que as suas despesas mensais no supermercado sejam bem mais suaves do que a dos algarvios.
Mas, por cá, continua tudo na mesma. Não ouvi nenhum responsável político ou de outra área qualquer vir pôr em causa ou sequer questionar o modelo de desenvolvimento da região, propor alternativas e investimento em outras áreas económicas que não sejam o turismo.
Aliás, por todo o Algarve há umas dezenas de empreendimentos hoteleiros prontos a arrancar logo que as condições financeiras melhorem. Fruto da mania das grandezas de José Sócrates e do inesquecível e saudoso Manuel Pinho, a esmagadora maioria destes grandes empreendimentos é de cinco estrelas.
Mesmo depois de ultrapassada a crise não estou minimamente a ver onde é que arranjarão clientes suficientes para encher esses hotéis. O que vai acontecer é que, para terem alguma ocupação, irão começar a cortar nos preços e, como não há milagres, também baixarão a qualidade dos seus serviços. Na prática, vão transformar-se em hotéis de 4 e 3 estrelas, e lá se vai a tal pseudo aposta na qualidade. Ainda por cima, isso vai ter um efeito de arrastamento nos restantes hotéis e empreendimentos turísticos que irão igualmente ter de baixar preços e serviços e, muitos deles, acabarão por ter de fechar.
Com o actual modelo de desenvolvimento, não vejo grande futuro para o Algarve. Pequenas e médias empresas a desaparecer, grandes empresas a sugarem o dinheiro que aqui facturam para outras regiões ou países e poucas alternativas ao nível da empregabilidade. A continuar assim, daqui por uns tempos, os únicos postos de trabalho que vão sobrar para os algarvios são os de empregado de mesa e de caixa de supermercado.
Acho que a actual crise deveria levar os políticos algarvios a repensar o modelo de desenvolvimento da região. Ao longo de todos estes anos meteram-se quase todos os ovos no mesmo cesto. O Algarve tornou-se sinónimo de turismo, turismo e mais turismo. Toda a região e as poucas outras actividades económicas que ainda restam (comércio, restauração) giram à volta do turismo. Chega a crise, os turistas deixam de aparecer, os hotéis fecham ou despedem pessoal e os centros de emprego ficam a abarrotar de clientela.
É claro que os problemas económicos são gerais, mas há outras regiões que não dependem a 90% apenas de uma actividade económica. Por outro lado, como, nessas zonas, as pessoas não foram todas atraídas para as cidades em busca do eldorado do turismo, muitas famílias continuam a manter uns pequenos nacos de terra onde cultivam legumes e criam animais, para consumo próprio, o que leva a que as suas despesas mensais no supermercado sejam bem mais suaves do que a dos algarvios.
Mas, por cá, continua tudo na mesma. Não ouvi nenhum responsável político ou de outra área qualquer vir pôr em causa ou sequer questionar o modelo de desenvolvimento da região, propor alternativas e investimento em outras áreas económicas que não sejam o turismo.
Aliás, por todo o Algarve há umas dezenas de empreendimentos hoteleiros prontos a arrancar logo que as condições financeiras melhorem. Fruto da mania das grandezas de José Sócrates e do inesquecível e saudoso Manuel Pinho, a esmagadora maioria destes grandes empreendimentos é de cinco estrelas.
Mesmo depois de ultrapassada a crise não estou minimamente a ver onde é que arranjarão clientes suficientes para encher esses hotéis. O que vai acontecer é que, para terem alguma ocupação, irão começar a cortar nos preços e, como não há milagres, também baixarão a qualidade dos seus serviços. Na prática, vão transformar-se em hotéis de 4 e 3 estrelas, e lá se vai a tal pseudo aposta na qualidade. Ainda por cima, isso vai ter um efeito de arrastamento nos restantes hotéis e empreendimentos turísticos que irão igualmente ter de baixar preços e serviços e, muitos deles, acabarão por ter de fechar.
Com o actual modelo de desenvolvimento, não vejo grande futuro para o Algarve. Pequenas e médias empresas a desaparecer, grandes empresas a sugarem o dinheiro que aqui facturam para outras regiões ou países e poucas alternativas ao nível da empregabilidade. A continuar assim, daqui por uns tempos, os únicos postos de trabalho que vão sobrar para os algarvios são os de empregado de mesa e de caixa de supermercado.
2 comentários:
Só agora concluíu que o Algarve, pelo menos a zona da nossa cidade de Portimão, caíu num beco sem saída? De há muito que se adivinhava esta triste situação!
Bastava estar atento à proliferação de prédios e mais prédios que transformaram a paisagem, junto ao litoral, num amontoado de cimento e mais cimento sem qualquer respeito pelo equilíbrio ambiental e pelo apelo ao turismo de qualidade! A Praia da Rocha, por exemplo, uma das zonas mais promissoras da Europa na década de 60, transformou-se nos últimos 10 anos num "formigueiro" em Agosto e quase num deserto no resto do ano!
A criminalidade aumentou de uma forma assustadora, à noite em Portimão só oiço falar português do Brasil, russo, indiano, etc, etc.
A ementa nalguns restaurantes roça o anedótico: vaca atolada, piano de carnes, rancho, francesinhas,pratos de peixe: filetes de pescada ou bacalhau.Enfim...mais palavras para quê? Ah! já agora,no último mês de Agosto, todas as passadeiras rodoviárias para peões na cidade estavam sem pintura, tal como os traços contínúos ou descontínuos, mal se davam por eles, mas, no entanto já houve verba para pagar a algumas figuras que supostamente animaram as zonas de "diversão" nocturna! Pão e circo como em Roma!!!
Continuem a votar......
Fala-se em crise,mas quem a criou governa,até em Portimão...relativamente a cidade de Portimão,há que ser sincero,isto cada vez tem menos beleza,outrora uma cidade que eu recomendava a conhecidos meus virem viver ou de férias,agora não recomendo.Só cimento e betao armado,vendem tudo e mais alguma coisa para por grandes superficies comerciais,fazer predios e empreendimentos turisticos.No que toca ao clube mais representativo da cidade,todos os anos a autarquia investe algum talvez uns bons milhares de euros no Portimonense,sem retorno,dinheiro esse de todos nós...enfim,a crise nao bate a porta de todas as empresas ou portas aparentemente
Enviar um comentário