O turismo arrasta na sua queda sectores como o comércio e a construção. Em consequência, não é de estranhar que, no Algarve, o crescimento do desemprego pareça a construção de um arranha-céus. Pelas contas que fiz, a partir de dados dos centros de emprego, no ano passado, o aumento de desempregados oficiais subiu 55%. Só no Centro de Emprego de Portimão já estão inscritas mais de 7.700 pessoas. É muita gente.
E, já agora, lembro-me que um dos argumentos essenciais de apoio à construção de grandes espaços comerciais a torto e a direito é que eles criariam muitos milhares de postos de trabalho. Não se nota muito.
As duas associações comerciais de Portimão têm vindo a tentar remar contra a maré, com a realização de eventos que dêem visibilidade, vendas e dinheiro ao comércio tradicional. Por aquilo que ouço falar, julgo que, por exemplo, as feiras de retalho têm sido um sucesso, ao ponto do número de expositores ter vindo a aumentar de forma exponencial e de, no ano passado, já se terem realizado duas em vez de apenas uma.
Mas, a coisa resultou, em boa medida, devido ao local - zona ribeirinha - em que as tendas foram instaladas. O que nos leva a uma questão fundamental: para conseguirem vender alguma coisa de jeito, estes empresários estão condenados a terem que vir para junto do rio ou há alguma forma de atrair gente ao centro da cidade?
Eu acho que é possível dinamizar o centro comercial, mas a chave para isso é a Alameda da Praça da República. Já escrevi aqui várias vezes e insisto que aquele amplo espaço tem de ser muito melhor aproveitado. Tem que servir para acolher, com regularidade, eventos de âmbito cultural, recreativo, desportivo e até cultural para atrair toda aquela multidão que, sobretudo no Verão, passa a vida a andar para baixo e para cima, na zona ribeirinha. É claro que, para isso, é necessário que se encontre uma forma de cobrir parte da Alameda, de forma a que as pessoas não fujam de lá sempre que há sol, chuva ou um pouco de vento. Penso que está na altura de encarar de frente esta situação e de resolvê-la. Caso isso não aconteça, a única forma que vejo de os comerciantes facturarem é fecharem as lojas durante o Verão e virem instalar-se junto ao rio, onde estão os seus potenciais clientes. Não é uma situação muito prática!
E, já agora, lembro-me que um dos argumentos essenciais de apoio à construção de grandes espaços comerciais a torto e a direito é que eles criariam muitos milhares de postos de trabalho. Não se nota muito.
As duas associações comerciais de Portimão têm vindo a tentar remar contra a maré, com a realização de eventos que dêem visibilidade, vendas e dinheiro ao comércio tradicional. Por aquilo que ouço falar, julgo que, por exemplo, as feiras de retalho têm sido um sucesso, ao ponto do número de expositores ter vindo a aumentar de forma exponencial e de, no ano passado, já se terem realizado duas em vez de apenas uma.
Mas, a coisa resultou, em boa medida, devido ao local - zona ribeirinha - em que as tendas foram instaladas. O que nos leva a uma questão fundamental: para conseguirem vender alguma coisa de jeito, estes empresários estão condenados a terem que vir para junto do rio ou há alguma forma de atrair gente ao centro da cidade?
Eu acho que é possível dinamizar o centro comercial, mas a chave para isso é a Alameda da Praça da República. Já escrevi aqui várias vezes e insisto que aquele amplo espaço tem de ser muito melhor aproveitado. Tem que servir para acolher, com regularidade, eventos de âmbito cultural, recreativo, desportivo e até cultural para atrair toda aquela multidão que, sobretudo no Verão, passa a vida a andar para baixo e para cima, na zona ribeirinha. É claro que, para isso, é necessário que se encontre uma forma de cobrir parte da Alameda, de forma a que as pessoas não fujam de lá sempre que há sol, chuva ou um pouco de vento. Penso que está na altura de encarar de frente esta situação e de resolvê-la. Caso isso não aconteça, a única forma que vejo de os comerciantes facturarem é fecharem as lojas durante o Verão e virem instalar-se junto ao rio, onde estão os seus potenciais clientes. Não é uma situação muito prática!